Na ladeira Urupês do desespero
E desamor, um casal morreu.
Cruzes pretas não negam o ocorrido.
A descida fatal também me mata,
Aos poucos.
Incrustado de viscosidade tola
de futuro e passado,
Arde um corpo submergido na
Somatória do real.
Na ladeira Urupês do desespero
E desamor, um casal morreu.
Cruzes pretas não negam o ocorrido.
A descida fatal também me mata,
Aos poucos.
Incrustado de viscosidade tola
de futuro e passado,
Arde um corpo submergido na
Somatória do real.
Cinco vezes morta e
Desovada no rio.
Ainda assim minha esperança
Teima em renascer, baleada.
Extrapolava a beleza
Ou qualquer boniteza
Por esta cansada vista
Jamais capturada.
Diferia do resto,
Mas nem tanto:
Também disse “não”.
Fechem vidros, salas,
Portões!
A felicidade chegou,
Trajando um longete purpúreo
E fina bolsa ornada de risos,
Alegrias mil, seguida do séquito
Sussurrante.
- Espalhafatosa desse jeito,
Não recebo em casa, gritou
enquanto batia a porta.
Meus olhos tua esquiva
Boca selava meu destino.
Com outro “não”,
silencioso.
Estrelado é o céu
repleto de distâncias,
Infinitas ao fraco olhar,
Tão próximas
Quando a ti enxergo.